sábado, maio 27, 2006

Histórias de Pierrot

Eu não entendo o Pierrot. Figura estranha, esse cara. Dia desses vendeu uma imagem de apaixonado, agora está em prantos num canto do mundo. Por quê?
Em tese, Pierrot tinha tudo nas mãos. Aliás, todo o mundo tem quase tudo nas mãos. Temos a palavra, o poder do convencimento pela comunicação. Mas Pierrot é um misto de tímido com acomodado, e parece que perdeu por sequer ter tentado ganhar.
Pierrot é meu amigo. Talvez até mais que amigo. Acho ele um doce de pessoa, alguém com uma sensibilidade incomum. Mas eu e Pierrot nunca daríamos certo.
Não, Pierrot não se apaixonou por mim. Sorte dele, e minha também. Talvez eu tivesse o súbito desejo de proteger esse ser delicado, talvez eu viajasse nos devaneios dele, talvez fosse muito bom. Mas minha quase brutal proatividade e minha pressa que muitas vezes é precipitação assustariam Pierrot. E outra, a chance de sairmos do lugar seria remota. Sou brutalmente proativa, eu sei, mas nunca tiraria Pierrot de sua zona de conforto. Nunca falaria sobre o assunto com ele. Nem ele comigo. Ficaríamos assim pra sempre.
Explicado que eu e Pierrot não temos nada a ver, voltemos aos fatos. Pierrot está triste demais. Aquela sirigaita da Colombina não entendeu sua sensibilidade e atropelou seu pobre coração. O que fazer?
Eu, de fora, juro que ajudaria, mas não posso. Quem pode ajudar numa situação como essas?
Assim, vamos deixar que o tempo se encarregue. Isso é um conto sobre um amor de carnaval? Não.
Pierrot é Pierrot pq assim se entitulou. E a Colombina... Bem, quem é a verdadeira Colombina? Aquela que saiu da história pq Pierrot sequer teve atitude pra chegar perto dela, ou aquela que o tomou de assalto e largou quando quis? Não sei...

Beijos à todos, especiais pro Pierrot de coração partido...

P.S.: Tem post no NM! http://www.ninguemmerece.blogger.com.br

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Lisa,

agradeço sua visita e as palavras deixadas em minhas janelas. Quanto ao Pierrot, sou suspeito pra comentar, pois já contei por lá que, de todas as fantasias que já usei em festas, a que mais gostei foi justamente essa... que usei várias vezes. Talvez pelo fato do sucesso feito junto às jovens "colombinas" que não se impediam de tentar proteger um ser tão "delicado"... risos (safados)...
Brincadeiras à parte, gostei daquí e, se permitir, voltarei.
Beijos.

3:12 PM  
Anonymous Anônimo said...

Seja o que for que fez esta colombina, o destino de Pierrot é sofrer! Mas nenhum sofrimento é eterno. E não há nada que o tempo não cure, né? Então torçamos pra que o tempo seja amigo deste Pierrot!
Querida, gostei demais do seu comentário. Foi uma surpresa boa vc aparecer logo num post como aquele! rs...
Beijos e obrigada, viu?

4:29 PM  
Anonymous Anônimo said...

"E o Pierrot chora".

Quando eu ouvi essa música pela primeira vez, achei tão bobinha. Aí depois eu entendi a essência.
Pierrot às vezes sou eu. E às vezes também sou eu a Colombina.

8:36 PM  

Postar um comentário

<< Home